Notebook e microlearning

Microlearning, o que é?

Talvez você já tenha ouvido falar em microlearning e até saiba o que é, afinal, não é um conceito novo – ou alguma grande novidade para quem trabalha com EaD. Este termo é usado para se referir a ações educativas intencionais (com objetivos definidos) estruturadas em pequenas partes. Um mesmo conteúdo – que poderia se tornar um e-learning, por exemplo – agrupado em pequenos “pacotes”, unidades contextualizadas, pode ser entendido como microlearning.

Qual vantagem que se tem utilizando o microlearning?

Na verdade o “pulo do gato” deste modelo é a integração do aprendizado intencional na rotina acelerada do dia a dia. Está cada vez mais difícil fazer com que as pessoas dediquem tempo para cursos de uma hora ou mais na rotina de trabalho. Alguns dados mostram que os trabalhadores estão cada vez mais sobrecarregados e possuem pouco tempo para se dedicar a alguma atividade de aprendizagem focada. O volume de interrupções é grande e muitas pessoas dizem não ter o tempo necessário para fazer um curso, por exemplo, durante o expediente de trabalho (mesmo que este curso seja “encabeçado” pela própria empresa).
Se as pessoas estão buscando informações para o trabalho, em geral possuem pouco tempo para se dedicar ao aprendizado. Por esse motivo utilizam com muito mais frequência as ferramentas de busca quando precisam aprender sobre um determinado tópico – no lugar de se dedicarem a algum curso. Algumas pesquisas mostram que mais de 70% das pessoas utilizam o Google para buscar informações e aprender sobre um tema.
Aliás, esse é um dado importante também: buscam/pesquisam quando realmente possuem dúvida ou estão à procura de novas informações. Isso significa que o aprendizado está vinculado ao contexto em que os indivíduos estão inseridos. Isso pode parecer óbvio, mas quantos cursos são produzidos com base naquilo que acreditamos ser importante para o aluno e não naquilo que ELE diz ser importante?

Por que utilizar o microlearning no lugar do e-learning?

A quantidade de interrupções que uma pessoa tem durante suas atividades de trabalho e o volume de informações que estão constantemente sobrecarregando seus sentidos, fazem com que exista um descompasso entre o tempo e o foco necessário para se dedicar a um curso e o que realmente é possível fazer em conjunto com as demandas diárias.
Em vista disso, o e-learning “tradicional” está cada vez mais cedendo espaço por formas mais ágeis e convenientes de aprendizado, como o chamado microlearning. O microlearning se resume a construir e disponibilizar conteúdos organizados em pequenos agrupamentos (no termo em inglês, “bite-sized”) e que são mais fáceis de serem encaixados na rotina diária.
Dados indicam que 27% das pessoas utilizam o tempo de translado casa-trabalho para aprender algo através do smartphone. Até 70% das pessoas usam seus próprios smartphones para acessar conteúdos diversos. Um dado interessante mostra que, em média, as pessoas desbloqueiam seus celulares 9 vezes a cada hora. Isso tudo indica que o perfil de aprendizagem está mudando radicalmente.
A educação formal é a base (um tempo de “mergulho”). No tempo do trabalho o aprendizado constante faz parte da nossa realidade diária e, muitas vezes, uma “pressa” o acompanha. O desafio para o trabalhador, nesse contexto, passa a ser identificar e selecionar informações relevantes e de qualidade.
Na outra ponta, da produção do conteúdo, tudo se resume a como construir conteúdos que interessem às pessoas e contribuam para seu processo de aprendizagem. Conteúdos que se adequem à disponibilidade, tempo e interesse das pessoas. Especialmente no que tange à educação corporativa. Quais “problemas” sua ação educativa pretende resolver?
No fim, os termos “da moda” serão ultrapassados por outros, o importante é se colocar no lugar do aluno (ou colaborador) e entender como aquele conteúdo vai ajudá-lo a resolver problemas do cotidiano, a construir um novo conhecimento ou desenvolver uma habilidade potencial. Isso tudo tendo em mente as condições que ele tem disponível para aprender. Hoje, nos contextos dinâmicos de trabalho desse nosso tempo, empatia faz parte do olhar do produtor de conteúdo. Os formatos variam, produzir um conteúdo de qualidade, estruturado e de impacto é o desafio.

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