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A Pedagogia e as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação

Espera-se, para o futuro próximo, que as tecnologias digitais se torne cada vez mais integrada à educação formal. A Educação a Distância no Brasil tem crescido nos últimos anos e tende a se mesclar com a educação presencial, superando certo conservadorismo que ainda persiste quando se trata de EaD no Brasil. É necessário que os profissionais da educação se atentem para o aproveitamento pedagógico das novas ferramentas que a mídia eletrônica tem possibilitado.

Observar o que se vem construindo de software livre, por exemplo, é seguir a tendência do compartilhamento e coletividade que está sendo fomentada nessa década. A chamada WEB 2.0 se conecta à ideia de aprendizado e produção compartilhada em rede. Muitas ferramentas são gratuitas e pensadas para leigos. Não é necessário ser especialista para alimentar um blog ou construir uma wiki e outras tantas possibilidades para utilizar o potencial pedagógico da internet.

 

É com esse olhar que se observa que os papéis de estudantes e professores tem-se modificado. O estudante passa a desenvolver um papel mais ativo, autônomo enquanto o professor passa da tradicional função de transmitir informações para o de articulador, mediador, gestor do conhecimento (sobre esse assunto há um vídeo interessante com o professor e economista Ladislau Dowbor). A Pedagogia, enquanto ciência da educação, não pode estar alheia à essa discussão. Deve ser central a necessidade de pensar as inovações tecnológicas como aliadas ao processo educativo e não oponente a ser derrotado. Isso vem sendo dito por muitos intelectuais da educação, mas não a ponto de ocasionarem transformações nos currículos dos cursos de Pedagogia (e também das Licenciaturas). Muitos cursos ainda estão alheios a esse debate e, principamente, à construção de diciplinas que incluam pensar soluções criativas e pedagógicas no que se refere às novas tecnologias. Não adianta assumir que os tempos mudaram e não produzir ações que vem ao encontro dessa nova realidade. Em qual ponto do debate iremos parar de discutir o que as grandes coporações estão fazendo para manter sua hegemonia na internet e começar a pensar o que nós faremos para democratizar o espaço da internet? Me traz particular satisfação quando observo iniciativas de professores, grupos de pessoas (que às vezes nem educadores são) produzindo conteúdo e alimentando o ciberespaço com conteúdos educacionais. Há inúmeras páginas, blogs, softwares e tantas iniciativas que podem ser utilizadas como ferramentas e também como incentivo.

Pretendo compartilhar aqui, sempre que eu tiver conhecimento, de páginas na web, softwares, filmes e histórias relacionadas ao uso das novas tecnologias na educação. Hoje fica a dica, para quem ainda não viu, da entrevista com Frederic Litto, presidente da ABED, além do vídeo do Professor Dowbor, que é bem bacana!

Abraços e até a próxima!

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